07 outubro, 2006

Noites de Emoção


Como penso já ter sido discutido em caixas de comentários de posts anteriores( o Kataklinsmann, pelo menos, já tinha dado a sua opinião sobre isto), as jornadas de qualificação para o Campeonato Europeu conhecem hoje novos momentos de pura emoção e espectacularidade, com encontros marcados pelo equilíbrio entre as equipas.
Olhando para a programação da não menos fabulástica SportTv( pagamos 25 euros para ver esta estação apenas numa divisão da casa, já era altura de arranjarem um sistema mais eficiente), que nos presenteia durante os dias da semana em que não há qualquer jogo com a prova de surf de Peniche ou com os não menos interessantes magazines sobre o campeonato de hipismo de Freixo de Espada à Cinta, podemos passar o serão com o França - Ilhas Faroé, o Inglaterra - Macedónia, o Geórgia - Itália ou o duelo entre as actuais potências do futebol mundial Grécia e Noruega. Aparte alguns encontros que verdadeiramente deixam o adepto colado ao ecrã, raros acasos da imprevisibilidade do sorteio, o resultado dum mecanismo que remete as selecções de topo para o mesmo nível que San Marino e Liechenstein é uma valente seca para aqueles que gostam de futebol. Podemos mesmo dizer que muitas das vezes acontecem verdadeiras humilhações, como o 13-0 aplicando pela Alemanha ao San Marino. Mas o que é realmente importante para o espectador comum é que a realização destas partidas traduz-se em momentos de mau futebol no seu estado puro. Os "grandes" não estão para se cansar contra uns quaisquer "mija na escada", os "pequenos" tentam equiblibrar através do esforço mas , graças à sua natural falta de jeito para a modalidade, raramente obtêm resultados.
Não sei como podiam reagir as federações menos poderosas à criação de uma segunda divisão europeia: entre dar uma abada ao meu vizinho de cima ou ser manietado pelo Henry talvez preferisse a segunda opção. Mas a realidade é que este "presente" para os mais fracos afasta a atenção do público da sua selecção.
Porque não uma primeira fase de qualificação com as federações menos cotadas, de modo a jogarem com as principais selecções apenas aquelas que obtivessem melhores resultados(um pouco à imagem do que acontece na Taça de Portugal, com diferenças de formato)? Ficava ainda resolvido o eterno problema dos clubes em ceder demasiadas vezes os jogadores às respectivas selecções, dado o calendário ser mais curto...

6 Comments:

At 2:57 da tarde, Blogger Jota said...

A UEFA vai ter de, mais cedo ou mais tarde, implementar as pré-eliminatórias nas fases de apuramento. É o que acontece não só na Taça de Portugal, como referiste, mas também nas provas europeias (há quantos anos Benfica, Porto e Sporting não defrontam o Floriana de Malta ou o Dudelange do Luxemburgo?) e até, pasme-se, nas fases de apuramento de outros continentes! Só a Europa continua a insistir nesta fórmula.

Para mim é duplamente chato porque, como já disse antes, sou muito mais adepto de competições de clubes do que de selecções. Acho que o verdadeiro futebol está no primeiro caso e não no segundo, ainda para mais quando um Azerbaijão qualquer apresenta jogadores chamados André, Leandro e Ernâni. Aborrece-me sinceramente não conseguir ter mais de três semanas seguidas de liga, não só a tuga, como as estrangeiras, sempre a ser interrompida pela treta das selecções (peço desculpa aos meus colegas patriotas por esta heresia).

 
At 8:21 da tarde, Blogger José Cavra said...

A vitória do Chipre sobre a República da Irlanda por 5-2, merece um post... qui ça um blog inteiro!
E que tal o empate da Inglaterra com a Macedónia?

 
At 8:49 da tarde, Blogger Jota said...

Cavra, esses resultados devem-se, na minha opinião, à falta de motivação dos jogadores dos países mais poderosos nesses jogos. Podes juntar aí a derrota da França na Escócia e o empate da Itália com a Lituânia, na primeira jornada. Com tantos jogos por época e com inúmeras competições misturadas, é natural que os craques escolham os jogos onde se vão esforçar mais. Em relação às selecções, por muito que as vedetas digam que é um prazer jogar com a camisola do seu país, só acredita quem quer. Ou é por acaso que em todas as competições surgem problemas com os prémios de jogo e até com a isenção de impostos, como os nossos craquezinhos pretendiam? Para muitos deles a selecção não passa de um frete e é por isso que muitos jogos são penosos de assistir, como aconteceu hoje nos cerca de 25 minutos que vi do Inglaterra-Macedónia.

 
At 10:09 da tarde, Blogger Pedro Neto said...

pagamos 25 euros para ver esta estação apenas numa divisão da casa, já era altura de arranjarem um sistema mais eficiente

Já existe um distribuidor há pelo menos 2 anos - o tempo em que tenho TV Cabo e SportTV em casa - sendo possivel ver os variados canais em todas as televisões que se possua. Custa há volta de 80 euros, é uma questão de te informares.

Em relação ao post, seria a favor de uma 2ª Divisão Europeia do tipo que há no hóquei em patins.

 
At 10:40 da manhã, Blogger Mats Jagunço said...

Eu vou mais com a ideia do Pedro Neto. Mais que uma divisão europeia é prática comum em várias modalidades que não só o Hóquei (por exemplo no Andebol ou até no Badminton). Com a agravante de nessas modalidades ser mais fácil efectuar mais jogos em menos dias e de, provavelmente, serem menos selecções do que no futebol. Mas no futebol pode-se esperar tudo. Até mesmo a falta de vontade de representar o país. Já para não falar nos prémios exorbitantes que pedem e as respectivas isenções de impostos. Deviam era pagar para jogar na selecção! Não há clube algum no mundo como a selecção do nosso país, mas os futeboleiros têm o trauma da superioridade infinita... Enfim, coitados!

 
At 11:24 da tarde, Anonymous Anónimo said...

O SLB, proporcionou uma noite mágica aos seus seguidores: perdeu 0-3 na Escócia e garantiu que efectivamente nem todos o0s adversários são como o LEIRIA. Mais: obriga os jornalistas a reverem qual a capa dos principais jornais perante tal feito.
CONGRATULATIONS !!!!!!!!!!!!!!

 

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