09 setembro, 2005

3-6

14 de Maio de 1994, Sporting e Benfica encontram-se a 5 jornadas do fim, separados por1 ponto, com vantagem para os encarnados.
Alvalade vestiu-se de gala para receber o assalto do Sporting ao título.
Começaram melhor os leões que aos 7 minutos já venciam fruto de um golo de cabeça de Jorge Cadete, após canto do génio búlgaro Krassimir Balakov.

Como que atingido por um raio, Jorge corre em direcção ao banco de suplentes dando um sentido amplexo ao professor Queirós que meses antes havia substituído o então treinador do nosso Porto Bobby Robson após o desastre de Salzburgo.
Surpreendido pela “entrada de leão” do rival os da Luz estavam confusos, até que João Vieira Pinto decide mandar uma charutada que entra ao ângulo direito dabaliza à guarda de Zoran Lemajic (um dos 2 guardiolas que o Sporting haviacontratado ao Boavista no defeso, no intuito de se ver livre do sempre imprevisível Tomislav Ivkovic... ou "Ivecóviche" como lhe insistiam em chamar oscomentadores da rádio).
Seguiram-se minutos frenéticos onde tudo imperou, excepto o rigor defensivo.
Após novo canto de Balakov, um jovem de nome Luis Filipe Madeira Caeiro Figo fez o 2-1, antecipando-se a Adelino Augusto Barros (Neno), num lance onde ficou bem patente que os cruzamentos não eram o forte do guardião encarnado. Pouco depois, JVP num lance pleno de crueldade, sobretudo para Vujacic, inventou o 2-2 num remate rasteiro e cruzado que entrou junto ao poste direito de Lemajic.
O 2-3 surgiu de um lance estudado na sequência de um livre na direito do ataque encarnado. Ficam os comentários de Gabriel Alves.
“Vitor Paneira para marcar,... Ailton, ... o centro ao 2º poste ... Isaías ...para quem? João Pinto e o Golooooooooo!”
Ao intervalo Carlos Queirós em jogada de mestre, só igualável por Bobby Robson semanas antes em Camp Nou ao colocar Aloísio a defesa esquerdo, decide deixar nas cabines Paulo Torres, fazendo entrar um dos protagonistas do Verão Quente de 93, António Pacheco.

A equipa subiu ao relvado reorganizada ficando Paulo Sousa com a responsabilidade de fechar o flanco esquerdo, para gáudio de Vitor Paneira.
Os golos sucederam-se (todos pelo lado esquerdo da defesa leonina), com Isaías a bisar após assistência de JVP.
Já com o marcador em 2-5, Toni, conhecido outrora por craque saloio, decide retirar o pequeno nº8 (todo o amante do futebol se recordará certamente do piscar de olho do futuro menino de ouro), fazendo entrar o jovem Manuel Rui Costa.
Helder Cristovão fez o 2-6, perante a admiração de todo o estádio, teleespectadores, ouvintes da rádio e sobretudo do comentador da RTP que soltou um: “É incrivil! É incrivel!”
De grande penalidade e já muito perto do final do jogo, Balakov fez o 3-6.
Foi o jogo do título, que os encarnados haveriam de conquistar em Braga, apósuma vitória por 3-0 frente ao Gil Vicente.

Para recordar o vídeo da partida:
http://www.youtube.com/watch?v=hn02vgQfr7A

2 Comments:

At 8:47 da tarde, Anonymous Ricardo said...

Só uma pequena correcção caro amigo... O 2º tento do esporting foi de livre e não de canto... quer dizer... até foi de canto: um canto de mangas arregaçadas! ;)
Ai que saudades desses tempos do menino de ouro...

 
At 4:15 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Comam uma sopinha de tomate e ejaculem em vez de creme para ficar uma sopinha muita saborosa, molho de cona ainda melhor

 

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